Quanto o setor 4 precisa de água hoje? Se a resposta é "o de sempre" ou "a terra parece seca", a irrigação está sendo feita no olho. Quem liga a bomba por horário fixo faz o mesmo, só que com mais disciplina. O vinhedo não olha o relógio: o que ele consome muda com o clima, com a fase da planta e com a chuva que caiu ou não caiu.
Chegou ao Bacco ERP o módulo de Irrigação, no menu Viticultura. Ele troca o palpite por uma conta que você consegue abrir e conferir.
Cada setor com os seus dados
O setor de irrigação fica ligado a uma parcela do vinhedo. Você informa o tipo de sistema, a área irrigada, a vazão e a eficiência. A área irrigada não pode passar da área da parcela.
O coeficiente de cultura (Kc) entra por período, sem sobreposição, e a fonte do Kc é obrigatória. Quando alguém perguntar de onde veio aquele número, a resposta está registrada.
Vazão, eficiência, Kc e déficit de referência não vêm preenchidos por padrão. Quem conhece esses números é o técnico, e é ele quem informa.
A irrigação entra no manejo
Cada irrigação é lançada no manejo de irrigação, no mesmo calendário de manejos do vinhedo: setor, início, fim e volume. O volume pode vir do hidrômetro ou ser estimado pelas horas de funcionamento.
O sistema calcula a lâmina bruta e a lâmina líquida, que é a bruta vezes a eficiência. Esse valor fica gravado no lançamento: se você mudar o setor depois, o passado não é reescrito.
O caderno de campo sai em CSV com setor, início, fim, volume, lâminas e a origem de cada dado.
O balanço hídrico, dia a dia
Para cada setor, a partir de um déficit de referência que você informa:
- ETc = ET0 × Kc
- déficit = déficit anterior + ETc − chuva − irrigação líquida, nunca abaixo de zero
Com o déficit calculado, o sistema mostra o tempo sugerido de irrigação: o déficit dividido pela intensidade líquida do sistema. A tabela dia a dia e a memória de cálculo ficam na tela, então dá para refazer a conta na mão.
Quando falta dado, ele não inventa
Dia sem chuva registrada, sem ET0 ou sem Kc vigente: o déficit daquele dia e dos seguintes fica indeterminado.
O sistema não soma zero no lugar do dado que falta. Zero parece inocente, mas afirma que não choveu ou que a planta não consumiu, e ninguém afirmou isso. Um déficit calculado sobre um zero inventado parece confiável e está errado.
A tela também diz de onde veio cada número: avisa quando a ET0 vem da reanálise ERA5 e quando a chuva é de previsão, não de medição.
Sugere, não decide
O balanço é só leitura. O módulo não liga bomba, não mexe em válvula e não automatiza nada. Ele mostra o déficit, a conta e o tempo sugerido. A decisão de irrigar continua com o agrônomo.
A água no caderno de campo visual
A água não deveria ficar numa planilha à parte. O caderno de campo visual reúne, por vinhedo e safra, o mapa das parcelas, a linha do tempo com fenologia, manejos concluídos e janela de carência, chuva × ET0, a irrigação e o déficit de cada setor, a curva de maturação e o custo por parcela. Sai em PDF.
A pergunta "quanta água essa parcela recebeu, e o que mudou na maturação" passa a ter resposta numa página só. Sobre o que um caderno de campo precisa ter para durar, leia o post sobre o caderno de campo digital.
Conheça o módulo
Se o seu vinhedo é irrigado e a água ainda vive num caderno separado do manejo, veja o Bacco ERP. O sistema não decide por ninguém: ele garante que a decisão seja tomada com a conta na frente.
Leia também
- Caderno de campo digital: o que o registro do vinhedo precisa para durar — Vinhedo
- Déficit hídrico controlado: quando faltar água é decisão, não descuido — Vinhedo
- Por que o painel solar é redundância, e não requisito — Vinhedo